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Associado aos dons da introspecção e da clarividência, temos o da ciência infusa – uma ciência não adquirida por esforço humano, mas diretamente infundida por Deus. Nello Castello, que conviveu com o padre Pio por alguns anos, afirma ter ouvido dele: “Em minha vida nunca estudei para adquirir cultura”.
No entanto, era uma pessoa que entendia de tudo, até dos assuntos mais impensados na vida de um frade. “Vimos à sua volta os mais destacados nomes da nossa geração nos campos da medicina, da ciência, da literatura italiana e estrangeira, da economia, da política, da arte. E note-se que o procuravam não só para confessar seus pecados, senão também para lhe colocar problemas complicados, para esclarecer ideias, para tomar decisões que podiam ser definitivas, dizendo ter encontrado nele ciência, sabedoria e as respostas de que precisavam. Embora muitos deles viessem de outros continentes, fossem de outras raças e falassem línguas diferentes. Sem ter estudado – prossegue Castello – mostrava-se por dentro de todos os ramos do saber. Tinha sobretudo a ciência necessária para solucionar os problemas humanos que, durante mais de meio século, foram levados até ele por multidões que nenhum ser humano viu jamais à sua volta”.
Mas o que pensava o padre Pio de sua ciência? – perguntou-lhe um dia Castello. “Eis a resposta que confidencialmente, consegui arrancar-lhe: Tudo sei e tudo vejo naquele que está em mim e sobre mim. Os olhos dele viam o futuro, viam longe, viam os problemas, viam as consequências, viam as soluções para todos eles, tanto os da sociedade e como os da Igreja. Mas tudo descia de Deus. Tudo era, obviamente, ciência infundida por aquele Cristo que vivia nele e, através dele, para nós”.

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